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Taxa de administração: o que é e quais os outros custos de um ETF?

Na hora de investir em um ETF, é preciso conhecer seus custos

19 jun

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3 MIN DE LEITURA

Por Investo

Ao realizar um investimento, é fundamental considerar todos os fatores, como o potencial de rentabilidade, os riscos e a adequação à sua estratégia. Além disso, é necessário analisar os custos da alternativa — um dos que costuma existir é a taxa de administração. 

Ela está presente nos ETFs (exchange traded funds) e em investimentos. É importante entendê-la na hora da sua alocação, pois a cobrança impacta os resultados obtidos. Também é válido saber que os fundos de índice ainda contam com outros custos para o investidor. 

Neste artigo, você entenderá o que é e como funciona a taxa de administração em ETFs, e quais são os demais custos desses investimentos. Boa leitura! 

O que é taxa de administração? 

A taxa de administração é uma cobrança percentual que ocorre em investimentos que necessitam de atuação direta de prestadores de serviços. Desse modo, ela está presente em alternativas que contam com um gestor e um administrador, por exemplo. 

Portanto, é comum que a cobrança da taxa ocorra em fundos de investimento, em contas ou carteiras de investimentos gerenciadas. Logo, como os ETFs consistem em um tipo de fundo, a cobrança está presente neles. 

Essa taxa consiste em uma porcentagem anual calculada a partir do patrimônio do fundo, com cobrança proporcional conforme o volume de cotas.  

Por que ela está presente nos investimentos? 

Após entender o que é a taxa de administração, você pode se perguntar sobre as razões para a cobrança ocorrer nos ETFs. Ela tem como função remunerar os profissionais envolvidos na estrutura do fundo e cobrir os custos operacionais. 

No caso dos ETFs, a gestão é considerada passiva. Nela, o foco é apenas replicar a carteira teórica de um índice de mercado. Então não há análises de riscos e oportunidades complementares, reduzindo também o volume de operações. 

Como resultado, a taxa de administração é mais baixa nesse tipo de fundo. Em fundos de gestão ativa, por exemplo, o foco é superar o benchmark, exigindo análises de mercado e de oportunidades para buscar os resultados desejados.  

Como esse valor é calculado e cobrado? 

Além de saber por que a taxa de administração ocorre nos ETFs, é necessário entender como é feito o seu cálculo e cobrança. Ela costuma ser definida a partir de regras da gestora. Para tanto, são considerados fatores, como: 

  • custo médio do mercado; 
  • políticas da gestora; 
  • custos operacionais; 
  • tipo de gestão — que no caso dos ETFs é passiva; 
  • estrutura do investimento; 
  • custos internacionais, se for o caso. 

Como você viu, o percentual é anual. Portanto, ao analisar a apresentação do fundo, você poderá se deparar com a informação de que a taxa é de, por exemplo, 0,4% ao ano. Porém, apesar de a definição ser anual, ela costuma ser cobrada mensalmente. 

Logo, no exemplo anterior, seria descontado do investimento 0,03% ao mês — o resultado proporcional, ou seja, de 0,4% dividido por 12 meses. A cobrança é feita automaticamente, a partir do patrimônio alocado, não sendo preciso fazer recolhimentos adicionais.  

Ao visualizar o seu saldo, você verá a quantia disponível já com o desconto. Vale saber que a taxa é cobrada sobre todo o dinheiro investido, independentemente da rentabilidade obtida. 

Qual é o impacto da taxa de administração no retorno dos investimentos? 

Entendido o funcionamento da taxa de administração, é necessário considerar o seu impacto nos investimentos — afinal, ela consome parte dos recursos alocados pelo investidor. Portanto, a cobrança reduz a rentabilidade líquida — os resultados obtidos após a dedução dos seus custos. 

Desse modo, quanto maior for a taxa de administração, maior será também o impacto no retorno dos seus investimentos. Como visto, ela ocorre mesmo que não tenha sido registrado lucro na operação. Consequentemente, é possível resgatar menos do que você investiu. 

Por esse motivo, na hora de avaliar um investimento, é fundamental considerar os efeitos da taxa nos resultados para entender se vale a pena alocar o seu dinheiro na alternativa. Cabe ressaltar que a cobrança da taxa de administração não faz com que o investimento deixe de ser atrativo.  

Afinal, você estará contando com uma estrutura profissional para alocar seus recursos. Considerando que não é possível investir diretamente em índices, os ETFs trazem a oportunidade de se expor a eles e acompanhar a média de diferentes mercados.  

Quais os outros custos envolvidos ao investir em ETFs? 

Até aqui, você conheceu os impactos da taxa de administração em investimentos como os ETFs. Entretanto, os fundos de índice contam com outros custos que devem ser considerados ao adquirir as suas cotas. 

Note que nos fundos com gestão passiva, como é o caso dos ETFs, não há taxa de performance. Ela pode incidir quando o fundo de investimento supera o patamar previamente estabelecido, como forma de recompensar o gestor. 

Mas é importante ter atenção para os impostos que incidem sobre os fundos de índice. Os ETFs são tributados pelo Imposto de Renda (IR), porém, apenas quando há rentabilidade. Nesse contexto, ao vender as cotas por um valor superior ao da aquisição, é necessário pagar a alíquota do IR. 

No caso dos fundos de índice focados em renda variável, ela é de 15% para operações comuns e de 20% para o day trade. O pagamento não ocorre automaticamente, sendo de responsabilidade do investidor realizar a sua apuração. 

Para tanto, ele deve gerar o Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) com o valor devido. O prazo para o pagamento vai até o último dia útil do mês seguinte à venda das cotas. 

Já na venda de cotas de ETFs focados em renda fixa, a alíquota varia de 25% a 15% conforme a duração média dos títulos presentes no veículo. Aqui o desconto do valor referente ao tributo ocorre direto na fonte, após a venda das cotas.  

Como escolher um ETF com custos baixos? 

Como foi possível aprender, as regras para a taxa de administração nos investimentos costumam variar. Assim, na hora de adicionar cotas de ETFs à sua carteira, verifique os seus custos para saber se o aporte vale a pena. 

Veja dicas para selecionar os fundos de índice adequados para o seu caso! 

Verifique a adequação ao seu perfil e objetivos 

Primeiramente, a escolha de um investimento deve estar adequada ao seu perfil e objetivos. Esse fator é primordial na análise, pois ele indica o alinhamento com a sua estratégia individual. A partir da definição dos ETFs mais interessantes para o seu caso, você poderá prosseguir com os demais estudos. 

Portanto, entenda quais são as características mais importantes em sua carteira — só então, parta para a avaliação individualizada das alternativas e seus respectivos custos. 

Analise o potencial de retorno do fundo de índice 

As taxas atrativas são relevantes para a rentabilidade líquida em um ETF. No entanto, elas não devem ser o único critério analisado na hora de escolher a alternativa. A razão é que é preciso verificar também o seu potencial de retorno, para saber se o fundo é capaz de proporcionar bons resultados à carteira. 

Considere que o ETF é uma alternativa em crescimento. Segundo dados da bolsa de valores brasileira (B3), de março de 2024, o número de investidores dos fundos de índice superava 624 mil. A B3 ainda estimava uma tendência de crescimento para esse mercado. 

Mesmo diante desses dados, é necessário escolher as alternativas mais adequadas à sua estratégia. Uma das formas de entender esse aspecto é a análise do desempenho histórico da alternativa selecionada. Ele demonstra o comportamento do fundo de índice no período estipulado, mostrando seu potencial. 

Tenha em mente que dados do passado não garantem o resultado no futuro. Contudo, conhecer o histórico do fundo é uma forma de saber as suas perspectivas.  

Da mesma maneira, é válido comparar diferentes índices e os ETFs que os replicam. Desse modo, você tem uma visão abrangente das possibilidades do mercado financeiro e identifica qual é mais vantajosa para o seu caso. 

Compare as taxas do mercado 

Por fim, após selecionar os ETFs mais alinhados com as suas expectativas, é o momento de comparar as taxas dos fundos. Vale observar se elas estão dentro da média do mercado ou se estão destoando do praticado. 

O ideal é que a taxa de administração não seja tão elevada para reduzir os impactos na sua rentabilidade. Ainda, é fundamental verificar se a instituição financeira por meio da qual você opera tem mais alguma cobrança — por exemplo, taxas de corretagem — para comprar ou vender as cotas. 

Apesar de serem menos comuns, os custos extras podem ocorrer, consumindo parte do seu dinheiro. Faça um estudo completo, comparando as taxas e o potencial de rentabilidade para encontrar os melhores fundos de índice para a sua carteira de investimentos. 

Com a leitura deste conteúdo, você conheceu a taxa de administração e os demais custos que podem existir em ETFs. Além disso, foi possível aprender a selecionar os fundos de índice mais adequados considerando as cobranças comuns. Então utilize essas dicas na hora de compor seu portfólio. 

Quer expandir seus conhecimentos sobre finanças? Confira nosso artigo sobre como o cenário macroeconômico impacta os investimentos! 

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