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Cenário macroeconômico: como ele pode impactar seus investimentos?

Fatores como risco e resultados dos investimentos estão bastante ligados ao cenário macroeconômico.

23 jul

    3 MIN DE LEITURA

    Por Investo

    Fatores como risco e resultados dos investimentos estão bastante ligados ao cenário macroeconômico. Por isso, é importante entender esse conceito e saber como ele se relaciona com o mercado financeiro. 

    Ao acompanhar as variações da economia e os impactos delas na sua carteira de investimentos, é possível se proteger de eventuais cenários desfavoráveis. Além disso, você pode fazer ajustes no portfólio com mais eficiência. 

    Pensando nisso, neste artigo você entenderá como o cenário macroeconômico pode impactar os seus investimentos. Acompanhe! 

    Qual é a definição de macroeconomia? 

    A macroeconomia é uma das áreas de estudo da economia e fornece insights para entender os movimentos financeiros ao redor do mundo. Assim, ela é bastante relevante para compreender a dinâmica econômica de um país como um fator único. 

    Isso acontece porque a macroeconomia se relaciona às medidas políticas e econômicas em grande escala e de forma agregada. Ou seja, ela não se restringe a analisar tendências e estruturas separadamente. 

    Existem diversos indicadores que estão relacionados aos movimentos econômicos que atingem toda a população e a estrutura de uma nação. Eles podem ser medidos, planejados e controlados conforme as políticas e objetivos de cada Governo. 

    Entre os principais indicadores da macroeconomia estão: 

    • Inflação; 
    • Taxa de desemprego; 
    • Renda per capita; 
    • Taxa básica de juros (Selic); 
    • Produto Interno Bruto (PIB). 

    Como o cenário macroeconômico impacta os investimentos? 

    Após saber o que é macroeconomia, é preciso entender como as questões ligadas a esse conceito impactam os investimentos. Entenda a relação e confira a importância do cenário macroeconômico para os investidores! 

    Renda fixa 

    As variações nos indicadores macroeconômicos podem afetar direta ou indiretamente o retorno dos investimentos de renda fixa. Quando a taxa básica de juros da economia sobe, por exemplo, o retorno das aplicações pós-fixadas aumenta. 

    Essa lógica também é válida para os títulos atrelados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Afinal, esse índice possui relação com a taxa Selic e costuma ficar um pouco abaixo dela. 

    Ainda, vale saber que, como o Tesouro Selic passa a pagar mais, a dívida pública brasileira é ampliada — o que pode afetar a percepção de risco do mercado. 

    Mas em um contexto de Selic elevada, a renda fixa tende a se tornar mais atrativa. Apesar de o retorno desses investimentos aumentar, os riscos se mantêm menores em comparação com a renda variável. 

    As mudanças na taxa de inflação também afetam os investimentos porque podem impactar negativamente a rentabilidade real obtida. Quanto maior for a inflação do período, maior deverá ser o retorno do investimento para haver um ganho real. 

    Renda variável 

    Já na renda variável, o impacto acontece de maneira indireta. Se a Selic está alta, por exemplo, tende a ocorrer uma diminuição do consumo da população. Isso pode resultar em redução dos lucros das empresas e, consequentemente, no preço das suas ações. 

    Além disso, como a renda fixa proporciona mais segurança e se torna mais atrativa, os investidores podem deixar de aportar em ativos de renda variável. No cenário contrário (Selic em queda), o consumo é estimulado e o mercado de ações tende a ser beneficiado. 

    Já o crescimento do PIB representa o desenvolvimento da economia, o que traz mais confiança para o mercado e para as empresas. Isso também costuma atrair recursos de investidores estrangeiros, fortalecendo o cenário interno. 

    Afinal, a captação de recursos estrangeiros tende a favorecer a industrialização brasileira. Novamente, as empresas podem se fortalecer e novas oportunidades surgem para os investidores. 

    Como mitigar os riscos nesse cenário? 

    Sabendo que a macroeconomia afeta os investimentos, vale a pena entender como investir de maneira estratégica para mitigar riscos em cenários desfavoráveis. Confira formas de otimizar seu portfólio nessas situações! 

    Foque na diversificação de recursos 

    Para construir uma estratégia de investimentos sólida, vale a pena focar na diversificação da sua carteira. Esse método consiste em distribuir seus recursos em alternativas com características distintas. 

    O objetivo é evitar concentrar todo o dinheiro em uma ou poucas condições do mercado. Assim, há a chance de ter bons resultados mesmo quando um determinado cenário macroeconômico é desfavorável para parte da sua carteira. 

    Tenha uma estratégia de rebalanceamento da carteira 

    Além de diversificar, é importante fazer o rebalanceamento do seu portfólio conforme for necessário. Esse processo envolve ajustar a alocação de ativos visando restaurar o arranjo dos investimentos inicialmente estabelecido. 

    Para isso, você pode aumentar a proporção dos ativos que tiveram um desempenho inferior e estão com menos peso na carteira, por exemplo. Outra possibilidade é reduzir a exposição a investimentos que apresentaram resultados superiores e, por esse motivo, estão com peso maior no portfólio. 

    Dessa forma, é possível manter a estratégia consistente ao longo do tempo, diante das mudanças da macroeconomia. Isso evita que sua carteira se torne excessivamente concentrada em determinados investimentos. 

    Analise a possibilidade de fazer investimentos internacionais 

    Como visto, a macroeconomia ajuda a entender os movimentos econômicos de um país. Ao analisar esse fator em escala global, você perceberá que algumas nações tendem a ter economias mais sólidas do que outras. 

    Esse é o caso dos Estados Unidos, por exemplo. Ao fazer aportes em ativos em países como os EUA, é possível manter uma carteira descorrelacionada do ambiente nacional. Assim, há como equilibrar os riscos. 

    Para esse objetivo, você pode investir em fundos de índice (ETFs). Eles são veículos financeiros coletivos e recebem esse nome porque visam replicar o desempenho de um índice de mercado. 

    Essa é uma forma de contar com uma carteira administrada por um gestor profissional. Ainda, os fundos de índice não precisam se restringir ao mercado brasileiro e podem ter exposição internacional. 

    As cotas dos ETFs são negociadas na bolsa de valores e o gestor fica responsável pela alocação de ativos seguindo o índice buscado. Além disso, vale saber que existem ETFs que seguem índices de renda fixa. Então essa também pode ser uma oportunidade para explorar outras condições macroeconômicas. 

    Agora você sabe que as variações no cenário macroeconômico podem impactar os investimentos. Logo, compreender as relações entre os diferentes indicadores da economia e o mercado financeiro ajuda a ter estratégias mais eficientes para o seu portfólio. 

    Quer proteger a sua carteira de investimentos ou buscar ganhos maiores? Então aprenda a investir em diferentes setores da economia! 

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