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Liquidez: entenda o que é e como funciona em ativos de longo prazo

Entenda como a liquidez funciona em investimentos de longo prazo

19 jun

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3 MIN DE LEITURA

Por Investo

Os exchange traded funds (ETFs) têm se destacado no mercado financeiro, atraindo investidores pela sua praticidade e potencial de diversificação, a depender do fundo. Sua popularidade crescente é um reflexo da busca por alternativas eficientes de investimento. 

Ao comprar cotas de ETFs, o fator liquidez é um aspecto crucial a considerar. Ele não só influencia a facilidade de comprar e vender cotas, mas também pode impactar significativamente o desempenho do investimento. 

Quer entender como lidar com esse risco ao investir em ETFs no longo prazo? Então confira o post completo! 

O que é liquidez? 

Liquidez é a capacidade de converter um ativo em dinheiro com rapidez, sem comprometer significativamente seu valor. O conceito é vital no mercado financeiro, em especial ao considerar veículos de investimento como os ETFs.  

A presença de maior liquidez garante que investidores possam agir conforme suas estratégias sem enfrentar obstáculos significativos caso precisem dos recursos alocados. Nesse sentido, existem diferentes tipos de liquidez.  

A liquidez diária é a capacidade de converter ativos em dinheiro no momento que o investidor precisar. Também há a liquidez no vencimento, nos casos de títulos de renda fixa que só permitem o resgate no prazo definido inicialmente. 

Ainda, há casos em que ela pode ser influenciada pela oferta e demanda — por exemplo, ações com baixa liquidez na bolsa podem ser mais difíceis de serem vendidas — e por processos como o prazo de liquidação.  

Liquidez e liquidação 

A liquidação tem relação com o tempo de liberação do dinheiro investido. Tanto o prazo de cotização quanto o prazo de liquidez costumam ser representados por D (dia da solicitação do resgate ou venda, por exemplo) + o número de dias necessários para o recurso estar disponível para o investidor.  

Por exemplo, uma alternativa com prazo de liquidação em D+30 é convertida em capital em 30 dias. Ações listadas na bolsa, por outro lado, sejam elas de maior ou menor liquidez, têm um prazo de liquidação que deve ser respeitado — em 2024, a operação tinha prazo de D+2 para ser liquidada.  

O mesmo vale para ETFs ligados a índices de renda variável. Já no caso de ETFs atrelados à renda fixa, esse prazo é D+1. Compreender esses conceitos é importante, tendo em vista que a liquidez influencia diretamente a flexibilidade e a eficiência do investimento.  

É preciso considerar o interesse de outros investidores pelo ETF — facilitando a venda do ativo no mercado — e o prazo de liquidação da operação para avaliar a melhor alternativa em relação à liquidez. 

Como funcionam os ETFs? 

Os ETFs são investimentos que reúnem recursos de múltiplos investidores, visando replicar o desempenho de índices específicos. Suas cotas são negociadas na bolsa, como as ações. 

Mas, diferentemente de muitos fundos de investimentos, os ETFs não contam com uma gestão ativa. Em vez disso, eles seguem índices, como o Índice Bovespa (Ibovespa), refletindo suas variações. A característica simplifica a gestão do portfólio. 

Por não contar com uma gestão ativa, os custos dos ETFs costumam ser reduzidos. Desse modo, a existência de taxas de administração menores e a ausência da taxa de performance — cobrada quando alguns fundos de gestão ativa superam o benchmark — significa mais economia a longo prazo. 

Outro ponto importante sobre esses fundos é que eles são considerados transparentes, uma vez que replicam índices amplamente conhecidos. Como resultado, fica mais fácil acompanhar e entender sua rentabilidade. 

Quais são as possíveis composições de carteira que os ETFs podem seguir? 

Os ETFs podem seguir uma variedade de índices, que refletem tanto objetivos quanto estratégias de investimentos distintas. 

Os mais comuns entre eles são os fundos de ações, por exemplo. Eles incluem índices setoriais (saúde, energia, tecnologia), de estratégia (dividendos, crescimento, valor), de mercado amplo, entre outros. 

Existem ainda os índices de renda fixa — como de títulos governamentais ou de mercados emergentes —, de commodities e de moedas. Outro tipo de índice que pode ser considerado é o multifatorial, que combina diferentes fatores de investimento em uma estratégia só. 

A escolha de um ETF e do índice que ele segue precisa estar alinhada com os objetivos dos investimentos de seus clientes, à sua tolerância ao risco e ao prazo desejado.  

Qual é a importância da liquidez em ETFs no longo prazo? 

Compreendendo o que é a liquidez e o funcionamento dos ETFs, fica mais fácil entender a relação entre ambos. Afinal, a primeira é o que possibilita ajustes ágeis na carteira diante das flutuações do mercado. Logo, fundos de índice com boa liquidez facilitam comprar e vender suas cotas. 

De forma similar às ações, quando um ETF tem pouca liquidez, por haver poucos investidores interessados nele, você pode ter que baixar o preço de venda das cotas para efetuar a transação. Então mesmo que o investimento seja para o longo prazo, a falta de liquidez pode comprometer a estratégia. 

Portanto, ao selecionar ETFs, a liquidez é um critério relevante. Como visto, ela proporciona flexibilidade, essencial para ajustes táticos na carteira e para se desfazer de uma posição que havia sido pensada para o longo prazo. Desse modo, é possível favorecer a realização de ganhos. 

Quais fatores influenciam a liquidez de um ETF? 

Interesse dos investidores 

Um aumento no interesse pode levar a um maior volume de negociações, enquanto sua falta costuma reduzir a liquidez. 

Liquidez dos ativos subjacentes 

Da mesma forma, quando há mais interessados nos ativos que compõem a carteira do ETF, costuma haver mais investidores negociando as cotas do fundo de índice — aumentando sua liquidez. 

Condições de mercado 

Em tempos de alta volatilidade ou incerteza no mercado, é comum que a liquidez seja afetada, já que os investidores podem ser mais cautelosos em suas transações. 

Papel do formador de mercado 

O formador de mercado é um agente especializado que garante que sempre haja compradores e vendedores para determinados investimentos, como cotas de ETF. Ele proporciona liquidez constante, facilitando a execução de transações a preços justos. 

Quais são os impactos de uma baixa liquidez? 

Uma baixa liquidez pode resultar em dificuldades na execução de ordens de compra e venda. Isso quer dizer que, em momentos de necessidade, o investidor corre o risco de enfrentar desafios para comprar ou vender cotas de ETF a preços desejados.  

Em situações de liquidez baixa, o retorno do investimento também pode ser afetado negativamente. Por exemplo, em um mercado em queda, a incapacidade de vender com rapidez pode resultar em perdas maiores. Da mesma forma, a dificuldade em aproveitar oportunidades de compra limita os ganhos. 

Por fim, a baixa liquidez contribui para a volatilidade dos preços. Sem um volume adequado de negociações, pequenas ordens podem causar grandes oscilações nos preços das cotas. Isso pode dificultar a previsão de movimentos de mercado e a tomada de decisões informadas. 

Como analisar o risco de liquidez e lidar com ele? 

Identificação dos ativos e análise do risco de liquidez 

Comece selecionando os ETFs que despertam seu interesse e examine sua liquidez observando o volume médio de negociações por dia. Fundos com um volume de negociação mais elevado tendem a proporcionar uma liquidez superior, tornando mais ágeis as transações de compra e venda. 

Analise também a existência de formadores de mercado associados a cada ETF, como ocorre com os da Investo. Essas instituições proporcionam uma segurança extra contra o risco de liquidez. Para isso, eles mantêm regularmente ofertas de compra e venda das cotas do fundo. 

Diversificação de portfólio 

A diversificação do portfólio é uma estratégia-chave. Ao distribuir investimentos em diferentes ETFs, classes de ativos, setores e regiões geográficas, você reduz a dependência de um único mercado. A prática mitiga o risco de liquidez e aqueles associados a mercados específicos, por exemplo. 

Uso de recursos e ferramentas de suporte 

Para auxiliar na implementação das estratégias, utilize recursos e ferramentas disponíveis, como plataformas de análise de mercado e relatórios de análise de ETFs. Esses recursos oferecem insights sobre liquidez, tendências setoriais e a atividade dos formadores de mercado. 

Monitoramento contínuo 

Depois de escolher os ETFs para o seu portfólio, é crucial continuar acompanhando a liquidez desses veículos. Ajustes podem ser necessários ao longo do tempo para assegurar que a estratégia de investimento do seu cliente permaneça alinhada com seus objetivos de longo prazo. 

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